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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

sábado, 16 de junho de 2012

TU



TU, o teu

escolhido entre muitos
neste mundo insipido e sem sabor

TU
escolhido
numa imensidão aparecida, que se apaivorava em frente, sem parar
Tu que se me apresentastes como único
como no meu carrosel imaginado
que me levava e rodopiava, segundo a segundo, em vida

Tu
que eu queria, imaginava, sonhava ...
que fosses assim, apenas, como eu queria

mas, eu sei
agora Sei

nada somos para quem não sangue é
nada sentimos, quando em Vida
mesmo que digamos amar e acompanhar
se a vida assim não é sentida

por quem escolhemos
para morrer, juntos, até ao fim deste macabro caminho
e o outro se nos mostra, fugaz ...

buscando, prazeres, que não foram dados
quando ternuras não conseguidas e queridas
lhes fez ver que o mundo escasseia em tempo
quando tudo que querias não te foi dado

e que a vida, veloz se vai
buscas TU, escolhido
outra vida
outras luxúrias e encantos
outros prazeres, que em ti já esmoreciam e
vão desaparecendo, com o tempo ...

não tentando compreender
sequer, saber, quem é verdadeiramente
aquela que em Vida te escolheu
para os seus últimos dias
contigo compartilhar
e viver esta macabra via

e contigo, aprendendo
e vir a  saber,
que o nosso final de caminho, mesmo com companhia já escolhida
vai sempre ser, irremediavelmente, só,
como foi aquela
a entrada nesta Vida

Analuz

kikas


 Foto:

Shintaro Ohata



Que fiz de mim

sem Ti

que fiz de mim, quando me separei
e te deixei só, neste mundo voraz
que fiz...

penso
que posso fazer
como posso voltar
e desregrar
aquilo que já te fiz ...

e sempre quiz, para Ti

queria chamar-te, como antes
e que  corresses para mim e me abraçasses como se nada mais existisse

mas falhei, eu sei...
falhei querendo apenas

queria mostrar-te o Mundo como ele É
mas tive medo

queria que sentisses como é lindo
linda a Vida, se quisermos

mas, errei...

só queria que visses as estrelas
que brilhassem só para Ti

e que a chuva, te beijasse na face
e sentisses que isso é viver

mas, a vida não é assim
é alguma dor
que tu já sentes, e sentistes
e cada uma delas, ao vê-la em Ti
me matou e arrancou um bocadinho desta cruel Vida


que irei fazer

só queria mudar o Mundo para Ti
para seres Feliz
e ver o mais lindo sorriso
para saberes que és a única verdade

mas não posso...

se perto, já não te sinto
teu sorriso, é o meu
e tu és Eu
e por isso, morro, aos poucos, 

mas engrandeço,
porque sei
te quiz fazer um herói
e consegui

és e serás meu herói
mesmo quando a altura me chame
e já não estarei aqui

para te tocar
para te ver
e mesmo contigo chorar

porque senti
que na tua sensibilidade
herdade de mim
me sentes, sempre, mesmo longe

e, porque mesmo que todas as luzes e velas se apaguem
estarei aí, mesmo que não me vejas, junto a Ti
para te dar a mão
para te abraçar
para te confortar
e dizer

que TE AMO
que só a Ti AMO
e só a Ti amei, nesta VIDA

e para saberes que a Vida é mesmo isso que estás vivendo
mesmo que não o tenhas pedido

e que no silêncio
estarei sempre junto à tua alma
que a Vida é dança
que dói e que alegra ...

estarei sempre Aqui

mesmo que não me vejas, perto...

 Analuz



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Porque Somos, então....




Sabem,

que é a Vida

sem um dia, fugaz
nos é levada
por algo irreconhecível

algo, que nos retira
o pouco que somos, aqui
neste espaço,  planeta, dizem ...

e somos, retirados de tudo
conhecidos, amigos
experiências,
e tudo o mais que fomos??!!

e lá vamos, nós, todos
em caixão, tragados
num escuro, selado
sem saber se sentiremos dentro
o corroer dos vermes que devoram

e nosso, corpo
mal-tratado ou bem em vida
vai para ao mesmo sítio de todos

baixo terra, ou devorado pelo fogo
ficamos a ser
apenas
nada
daquilo que

tanto nos esforçamos para ser
para Ter
para amar
para erguer
com, tal esforço, que nos levou o próprio ser

e o que nos fez, passar, neste mundo
desilusões, dores, amarguras,
alegrias, canduras, e quereres, muitos...

para, num segundo
sem sequer saber
retirar-nos nossa essência, de ser
nossa procura, incessante de saber

de um  mistério, atroz, que não se nos revela
nem que preguemos, e entreguem nossa alma

para perceber, o que somos
o que seremos

porque vivemos
e viemos aqui, sem sequer pedir

porque, errando
se nos monstra, apenas
que não somos merecedores de algo que não pedimos
e que fomos forçados a viver, sem querer

e os beijos, deixados, em  vão...
naqueles que demos, em vida
e que já esqueçemos

e os abraços, que demos
quando mais precisaram
e estavamos lá...

e o apoiar incondicional
quando uma outra alma se nos apresentou aflita

que foi, é, de isso tudo

quando, num segundo
nos é devorada a própria Vida
que não sabemos de onde saíu

e nos é retirada...
sem mais...

apenas porque somos Gente...

somos Vida??!|!





Sou Nada




Tenho medo da Vida!
de toda ela...

e que perco eu, neste labirinto??!!
neste remoinho sem chances de viver..

sem amor, de ninguén, como eu quero!
sem compreensão de ninguém??!!
de que ninguém me diga o que quero ouvir?

mesmo tendo entregue tudo, á exaustão
não encontro nada que me revele ou me enleve

confesso, mesmo que queira seguir em frente
carinho de eterno apaixonado
não encontrei, até ora

nem nada, que me comova, sequer um segundo...
e quero ir
para um lugar onde ninguém me encontre

onde o medo de não ser
não me corroa, sempre, como agora

não sou, eu sei, não sou
aquilo que sou
e a fotografia que fiz de mim, um dia


não aparece revelada, nunca...
porque, cruzados vários caminhos
me vi sempre, sózinha....

não ouve passos que me encontrassem
nem queressem isso mesmo
ir ao fim do mundo comigo...

e nisso tudo, sinto medo
porque afinal
minha existência, atroz e perdida
se me monstra, cada segundo que passa

como coisa, perdida
como se fosse Nada...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Assim me sinto



 Imagem: Autor:©Alborova

é isto a Vida??!!
escura, sem cor, prata corroída?

assim me sinto

é isto a Vida?
dor, desilusão, sem sabor a nada?

é isto a Vida?
luz apagada, ventos, tornados,
chuva que caí dentro sem cessar?

é isto a Vida?
nascimento, luta, hora consumída?
vanidade sentida, odor a vala?
duelo, combate sem findar?

assim me sinto

Analuz



sexta-feira, 2 de março de 2012

A Vida, não a compreendo ...



O que é a Vida?
como se me tem apresentado,
apenas
um mar de amarguras e poucas alegrias
dores, alergias, a tudo

ou, eu mesma, não saiba apreciar as alegrias, que se me mostram...

sinto gente em dor, amargura,
desiludida, sem rumo algum

sinto, e reparo
crianças a morrer
à fome...
com crancros??...
torturadas
violadas....

sinto e vejo
pessoas idosas abandonadas
quando eles mesmas só podem ser nossa âncora na vida
pela sua experiência vivida ...

sinto, gente, que luta, dia a dia,
por um pão e água para sobreviver
para dar de comer a seus entes queridos
sem nada, ou pouco conseguir...
e reviver

vejo animais, na sua pureza e inocência
magros, esqueléticos, abandonados....
maltratados, aniquilados
quando só querem... viver...

sinto o sofrimento, de todos e mais alguns
que lutam para seguir,
mais um dia, mais uma hora,
sem saber o que lhes trará
a própria Vida que lhes dá
as dores que lhe foram impostas
nem sei por quem...???

presos a cadeiras de rodas
ou mesmo numa cama sem se mexer
atados em dor, física
atroz mental e vivida
segundo a segundo
apenas por viver
mais um segundo ..
ou alguma coisa poder...
 
gente cheia de dor, vendo sua vida vivida desaparecer
ou mesmo, aquela que não conseguiu ser vivida, querendo
sem mesmo saber para onde..???

acidentes, que devastam num segundo as gentes
tufões, vulcões, inundações, terremotos,
sem explicação convincente
de nada
de ninguém!!

como posso apreciar uma vida assim
mesmo que pouco ou nada se me roçe a mim
se sinto e vejo no mundo
tal clausura obrigatória
sem conseguir, ninguém
fugir deste mundo
sem saber sequer o que lhe espera
sem saber quem governa
as Leis deste Mundo

e porque é Assim??...

nada sabe,
ninguém sabe
o porquê deste Mundo
ser de dor
sofrimento, tortura
e quem foi que nos deixou
abandonados
assim...
sem rumo!!

Analuz


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

dedicado a Ti





Não sei quem És,  Deus

caramba, não sei mesmo,

nem sei, quem queres que seja ...
não sei mesmo, agora, onde estou e me deixastes,  perdida,

em mim, quando brado por Ti
porque não te conheço, Aqui

que sei que me deixastes, desamparada,
apenas com  o teu amor
dentro da alma
para, depois de passar por tudo o que querias
que eu passa-se
me voltasse
para Ti

para te buscar
como salvação das minhas mágoas
das minhas dores, atrozes
dos meus quereres amargos ...
que me fizestes sentir aqui
sem mágua tua, dentro

e não sei, por muito que busque
dentro, e fora
da minha alma e fora dela, mesmo
quem tu és, realmente

e porque, com teu grande poder
que sinto, dentro, desde que nasci, aqui ...
mesmo que não o reconheça, não sei o que é
e que me sinto,  gente ....

apenas sei
que tu quisestes que eu sentisse, assim

aqui fica o mistério desse teu querer
dessa tua busca, em mim....

me viro agora, para Ti,
buscando o alívio da aflição que me corrói a alma
essa que tu me destes e que dizes, em panfletos sagrados
que não reconheço

apena me mostram, temor
e não creio

que aquilo que me deu a vida
aquele que me deu a glória de sentir
aquilo que sinto depois de toda a dor passada, neste mundo

pequena que seja para Ti,
minha é de grande labuta

querer buscar, algo que me transcenda
algo que me eleve, tão alto
inesplicável em palavras deste mundo

que me faça, sentir dentro
na viva alma, que tu me destes
singela, porque mais uma, entre muitas

aquelas, todas, que tu achastes que precisavam passar
a derradeira noite escura da alma 

apenas, sei
como sei
não me perguntes,
que quisestes que eu te procurasse
quando não mais forças sinto dentro,

quando nada mais me dá alento
quando, por momentos, penso desistir
da Vida que me destes, aqui, agora
quando me fizestes aqui surgir

como alma desregrada, que sempre fui, tua
e tuas dores, creio-me, senti, dentro
de modo diferente, mas senti

me fazes creer, apenas, que tudo que passei, e sinto que ainda passo

é apenas e mais nada
o amor qure sinto dentro
esse grande Amor
teu abraço

Analuz


Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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