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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

terça-feira, 27 de abril de 2010

ESVOAÇANDO



Há dias que bate uma tristeza na alma,



tudo vem, tudo se recorda, tudo estremece dentro,


penso e penso, que sou, que tenho feito, que perdi ou tou perdendo, que sinto dentro de mim,


que grito calando!! não me ouço, como posso? não me ouço e raramente me ouvi, o que me grita a alma, o que me pede, o que me suplica, o que me diz, e,


e eu, que faço, que fiz, busco e busco e não encontro, procuro o quê?, a mim mesma, aos outros, a quem?


suplico no meu interior o sentido da vida, minha? dos outros, de alguém! arrasto-me rastejando sem forças, sem limites, sem sentido, sem ninguém! comigo? Sem mim!! porquê??


sonho voando, leve, sem fronteiras, alcançando e alcançando, acordo e caio, caio sempre, mais uma vez, assim, repetidamente, sem fim, perdida me sinto, sempre, sempre,


vezes quase alcanço, mas foge, deixo fugir, escapa-me, liberto? aprisiono sim, aprisiono-me à vida e a vida a mim!!


olho à volta, olho e que vejo, tempo perdido, tempo no fim, pouco tempo, e torno a gritar, e, e mais uma vez calo, calo dentro!


o grito rasga, quebrando, e sinto-me, sinto-me bulir, não adianto, não caminho, por mim, apenas por mim,


e sigo, mais um passo, mais um dia, e outro, e outro e segue assim, e não me ouço, não a mim!! há dias que bate uma tristeza na alma!!

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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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