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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Florbela Espanca


Exaltação




Viver!... Beber o vento e o sol!... Erguer

Ao Céu os corações a palpitar!

Deus fez os nossos braços pra prender,

E a boca fez-se sangue pra beijar!



A chama, sempre rubra, ao alto, a arder!...

Asas sempre perdidas a pairar,

Mais alto para as estrelas desprender!...

A glória!... A fama!... O orgulho de criar!...



Da vida tenho o mel e tenho os travos

No lago dos meus olhos de violetas,

Nos meus beijos extáticos, pagãos!...



Trago na boca o coração dos cravos!

Boémios, vagabundos, e poetas:

--- Como eu sou vossa Irmã, ó meus Irmãos!...



Florbela Espanca

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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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