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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas


tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

domingo, 15 de maio de 2011

Nasci Para amar-te





amo-te, és parte de mim, osso do meu osso, carne da minha carne, sangue do meu sangue, energia  saída de  mim...

aquele que amo mais do que eu, como os seus sonhos, que mos entrega, puramente...,  e que me fazem ter um orgulho que não é deste mundo, me transmite que não consegue viver na vida, esta vida, como  eu quero que viva, eu quero, seguro, e quero, que aceite as oportunidades que só Deus lhe dá, como que um escolhido, entre muitos, não por o conhecerem bem, mas apenas por terem olhado e falado com ele, segundos, meio, um minuto, o sentirem, e sentirem quem ele é ... e que vale apena apostar nele ... que é ....

orgulho tenho, o único, na minha vida inteira, que diga a mim, todos os dias, sinto, penso, que valeu a pena viver esta vida, aqui vir, apenas para te ter tido, te amo com orgulho e para amar-te eu nasci... apenas para isso ... e mais nada, acredita... mais nada

amo as tuas perguntas, tuas respostas, tuas dúvidas , tuas certezas, o que dizes, o que calas, o teu cheiro, a tua simplicidade, a tua altivez mostrada na tua timidez, que te faz iressístível ... só presente em ti....

amo as tuas as alegrias, tuas tristeza, teus instantes, poucos que passo contigo, porque para te dar aquilo que precisas...

amo o que dizes e o que pensas, tua crises e calmas, tua carne e alma.... o que tu.... eu amo...

e tenho orgulho de te amar, pois nasci para isso, e amo o teu céu o teu inferno...e sofro contigo nele mesmo, mas sempre com orgulho de quere-te...

amo o que vejo, o que és... o que te tornastes e o que imaginas, o que entregas e o que escondes, e contigo acompanho-te nos teus anseios, desejos, E tudo o que és ...

aquilo que ofereces, me ofereces, quando estou contigo... apenas contigo... nos poucos momentos, e vejo-te sorrir, e fecho os olhos e vejo-te sonhar quando eras pequenino, e sempre fostes em busca do teu sonho, e nada te faz demover dele.... eu sei

minha impotência, de conseguir ajudarte.... e sonhar, todos os dias, com o teu êxito... que sei que vais alcançar...

porque és parte de mim, és eu ... numa parte... que prosseguiu e saiu de mim.... para ser aquilo que sempre quiz e não consegui.... apenas porque tu aparecestes e desisti dos meus sonhos ... por ti.... e por isso peço-te.. segue o caminho que queres... sempre.... por mim... e por ti, principalmente por ti... e porque te amo mais que tudo que existe e não existe.....


e porque tu és eu.... sem fim....




sábado, 9 de abril de 2011

EU





EU SOU ASSIM
SEMPRE CRIANÇA

SEMPRE PURA

MESMO QUE OS ANOS VÃO PASSANDO

A VIDA VÁ MARCANDO

VÁ MATANDO
VOU ME MATANDO....

POR JÁ NÃO ME VEREM ASSIM







E A VIDA continua



a vida continua, dia pós dia, e eu fico parada...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

FUGA

E estou,

continuo neste mundo com dores, que não se esfumam, teimam em permanecer em mim

a vida, escura ou clara, se apresenta sempre, como numa roda viva, sem parar,

na escuridão percorro o caminho, mas vejo sempre umas luz à frente, só não consigo chegar a ela!

entorpeço-me, sempre, para fugir ao que me ultrapassa, e vou entorpeçendo sim, a mim, cada vez mais, sem 
deslumbrar uma saída, uma apenas que me faça sentir aquilo que realmente sou, ou quero ser e não sou!!

dói-me, deveras dói-me viver num mundo materialista, invejoso, sem amor por tudo e por todos, e isso mata-me mais um bocado, mas sigo viveno, aqui, sem possibilidades a fugas, fugas reais.













sábado, 29 de janeiro de 2011

EU de Florbela Espanca

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!
Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!


Florbela Espanca

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO




Para os bons momentos, gratidão. Para os maus, esperança. Para cada dia, uma ilusão. E sempre, sempre, felicidade. É o que te desejo neste ano novo!

ANO NOVO




… e mais um ano se foi, tá indo, só falta um dia… para começar…  mais um … novo…
mais um ano da minha vida, mais um ano da minha caminhada, mais um ano que se me encara cheio de oportunidades, expectativas, miras, mas que, e também, mais um ano que se me depara cheio de indeterminações… ambiguidades, hesitações, interrogações, vacilações….
meu costume neste trânsito, pensar tantas vezes e quando estou sozinha … como se fosse a primeira vez…  com tanta paixão… e nas horas que passam por mim … sempre perto dos derradeiros dias , não antes, daquele  período que está a findar  … imaginar… iludir … que vou ser feliz no ano que está prestes a brotar,  sonhar com uma nova oportunidade de metamorfose, a transmutação daquilo que nunca até à data completei ou tive forças para obrar, mudanças de algo que, conjecturo, imagino , com  o trânsito de um ano para o outro vou alcançar….  e afianço  a mim mesma… vou neste ano que começa … reformar, vou fazer aquilo e o outro que até agora não fiz e sempre aprazei, vou preocupar-me mais comigo,  vou fazer tal e tal que não tive coragem ou disposição de fazer até agora, e vou… vou.. vou… mudar (…)
e  a noite vem e tocam as badaladas, dá a meia noite, e no segundo seguinte começa um novo ano,  na minha vida, grito, bebo, brindo,  canto, danço até à exaustão, e todos os mais “os” que possam existir,  e…. no dia seguinte, quando amanhece, o mais provável é nem sequer chegar a ver o amanhecer do dia em que tudo deveria começar a mudar… estarei, provavelmente, atordoada  num sono profundo, reabilitador, da noite que passou e que começou à poucos momentos pois tentei utilizar a noite até ao limite das minhas forças… no sonho que vivo…
e quando acordo… no novo ano,  tudo está igual, as pessoas que me rodeiam  estão iguais, reagem iguais, a casa está igual, as sombras continuam a lá estar, a carregar… carregar… não desapareceram com a entrada do novo ano, as feridas continuam doendo…nada mudou… a esperança sentida dias atrás vai-se desvanecendo… segundo a segundo… a alma continua vazia e os olhos, meus olhos, continuam cheios  de desprazer… vou fazendo tudo aquilo que não queria, não quero , e pouco a pouco vou -me rendendo,  afinal nada mudou….  apenas ficou a minha palavra … de mudança … mentindo a mim mesma, logo quando eu mais precisava mudar… mudar por dentro, logo nesse momento , nesse instante de princípio do ano…  já não vivo … por mim … e a falta de amor… pela minha pessoa,  que  desprezou  todas as promessas feitas num final de ano cheio de esperanças, momentos atrás, pinta o meu coração de dor, numa dor  que mata por dentro, marca de sofrimento… com um nó no coração
….e assim é o meu viver .. todos os fins de ano e começos do novo …não sei porquê mas comigo é sempre assim…

Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)







Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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