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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas


tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Papis



saudade sinto, deveras sinto

de que sinto saudade??


de seres que me fazem falta


daqueles que a vida me retirou, à força 


sem, apenas avisar, que os levava


que me atraiçou, neglegiciando minhas súplicas

daqueles que me faziam sentir, viva, e por vezes com dor, muita dor,


mas que me faziam sentir ...


e que agora, retiradas de mim, me fazem sentir saudade


saudade que mata, saudade que dói atrozmente

apenas fica a esperança,  talvez ilusão



de que um dia, uma realidade, um outro plano, um outro lugar


volte a reecontrar-me com quem


de saudade sinto


de que sinto, grande, saudade!!


Analuz

SInto-me flor



sou uma flor, apenas


que se sente murchar, dia que passa


que se  sente impedida de se elevar e crescer em direcção à luz


que se sente, por vezes, espezinhada, sem ser vista


sem sequer quem a pisou tomar consciência disso


porque, essa flor, se mostra pequena ao mundo


mas grande na Alma!!!


e assim, é assim que me sinto, sinto ser, apenas uma flor  murcha ...



sexta-feira, 17 de junho de 2011

NUNCA




nunca


nunca tive ninguém


nunca tive quem me abraça-se, quando mais precisei


nunca tive o calor quando mais necessitava


nunca ninguém me jogou a mão e resgatou


da minha dor, visível a olho nú

dos meus dilemas internos, que me torturam


nunca, nunca


tive alguém que se preocupou, se as minhas lágrimas caiam


se, e como me sentia

apesar disso se ter visto sempre no meu rosto
na minha alma


nunca tive a ternura de um amor carnal de entrega completa
sem limites...
sem julgamentos
sem dor, muita dor, sempre


nunca encontrei em ninguém
o olhar de que precisava
a palavra que me faltava
quem me entrega-se, a Luz na tormenta
que me acalma-se, nem que fosse apenas num instante,


que me disse-se


és o meu mundo
tu és eu


estou contigo 



nunca, mesmo nunca 


encontrei a companhia na minha solidão diária, na minha tortura, na minha atrocidade interior


quem, realmente, se importasse,


um segundo apenas
de saber,

o que sou ...




Analuz


























quinta-feira, 16 de junho de 2011

EU



e para quem não me conhece, e imagina, ou não imagina, quem escreve o que calo na Alma, aqui estou EU, para terem uma imagem quando lerem o que realmente e deveras   "CALO NA ALMA"

domingo, 12 de junho de 2011

A alegria da minha Vida

adoro peluches!!!
com os meus 43 anos vivo rodeada deles. e quando é uma data especial quem me conhece lá vai mais um peluche. .. vacas... ursos... bonecas... galinhas... canitos... gatos...e muitos mais. são bonecos macios e com uma inocência interminável, que me acompanham na minha dor e na mina alegria!!


e como Deus sabe disso, mandou-me do céu um peluche vivo, que é a minha vida e a minha companhia... sempre



olhem o tamanho da gato (meu também, é o Pu) e o tamanho do meu peluche vivo! e não pensem que cresce muito mais, já tem um ano mas é um York Shire miniatura!!




e peço a Deus que o proteja sempre, e que o faça ficar comigo até velhinho!!

Bem hajas, minhoca da minha Vida (Snupy)


terça-feira, 7 de junho de 2011

Aprisonados ...



Porra, que faço aqui....


porque cada segundo me mata...

porque quem me rodeia não vê??!! caramba não vê mesmo!! que estou morrendo...


estou abandonando tudo, a mim, principalmente a mim! onde estou? quem sou? caramba quem sou? mesmo? nada, não sou nada. me sinto nada, sem nenhuma âncora, sem nenhuma tábua, que me possa, queira. salvar, resgatar..

estou farta de sentir o que sinto..., de viver o que carrego dentro, por vezes nem sei porquê, mas sinto-me, sinto-me assim, angustiada, sem forças, sem vontade de viver..

porque. muito que busque, não encontro nada que me faça ressuscitar, só encontro aquilo que me e vai aniquilando, me vai retirando as forças, me vai sugando!!

e ninguém vê, ninguém me procura, ninguém me joga a mão. me abraça e me diz, aqui estou, para tudo que precisares, para te ancorar, para te ajudar ....

e continuo a tentar sobreviver, lembrando aqueles que sofrem como eu, que são muitos, e que, ninguém os compreende, ninguém se importa...

tanta dor meu Deus, tanta dor, que nos deste, que nos fazes sentir, no fundo da Alma, e que dizes ser a nossa prova, fatal,

olhos lindos, mas desesperados vejo, com dor, medo, muito medo...!!

vivências escuto, de outros, com dor muita dor, que me relatam!!

vejo,  novos, jovens, médios e velhos, sofrer, sem lugar e distinção.

por muitas razões, múltiplas, aqui inanarráveis pela variedade e diversidade!!

e eu me sinto, mais um, mais uma, neste enrredo que nos imposses-tes sem pedir, vamos morrendo por dentro, e nos matando mal dormindo, mal vivendo, mal sobrevivendo, porque, muitos, não conseguem ultrapassar aquilo que nos destinastes ... a dor, a dor grande, a dor sem saber porquê, a dor no sentir a cada passo, a cada dia... a nossa dor !! e sem saber porquê???!!

e aqui, fico, ficamos, entregando-nos dia a dia, hora a hora, ao que a vida queira fazer de  nós, esperando sempre, aguardando, e como prometes-te, que tude mude ... mude para melhor, e que deixemos de ser anjos caídos!!


















domingo, 5 de junho de 2011



a vida


marca, marca muito, marcou-me, segue marcando, duro, a ferro duro, a fogo vivo, e eu, sigo, sem forças, com as poucas que ainda me restam ...


e pergunto-me, dia a dia, hora a hora, segundo a segundo, porque ela me aprisionou aqui, sem lugar a fuga, fazendo-me passar por tudo que passei, por fora, por dentro, de mim ...


dentro dói, dói muito, não sei já viver sem a dor, e vai me matando, como mata "!!


por instantes, vagos instantes, agarrada a uma esperança, uma ténue esperança que me faz estremeçer por dentro, segundos, apenas segundos, e antevejo-me nesses instantes,  pouco milésimos instantes, como uma pessoa que alcançou a paz, harmonia, entendimento, felicidade, a sabedoria disto tudo que me fazem passar desde que nasci, desde que me lembro ser gente!!


não pedi para estar aqui, quem me trouxe?? quem ?? porquê?? se Deus, para quê?? para passar por provas e evoluir?? se assim é, mais me mata saber que não consegui, não estou conseguindo, nada, mesmo nada!!


e sigo, aqui, sentindo-me aprisionada, afogada, sem quase conseguir respirar a vida, abandonando-me ao segundo, sem saber quem já sou, o que sou, o que fiz de mim. ...


mais dói e mata dentro não ter com quem compartilhar, ninguém, o que sinto, o que me queima e me consome, ninguém me entende, ninguém me quer, ninguém tenta vasculhar a minha escuridão, porque sou assim, porque ajo assim, porque não vivo... em vida....


e que faço, de onde retiro as forças para seguir prosseguir o caminho que me resta, e foi imposto, sem pedir, sequer existir??


só me resta ir arrastando-me, como posso, dia a dia, muitas vezes sentindo que é o último momento, mas não é....


fugir, para longe, bem longe, é impossível, a dor acompanha-me sempre, sempre em mim, doendo-me na alma, no ar que respiro!!


e fico assim, só, sempre só, e entrego-me a ela, à vida madastra, para que faça o que quiser de mim, e me vá levando, transportando na sua corrente, e que me leve para onde ela quiser, que faça de mim o que quiser, pois já não tenho forças para lutar, contra ela ....













Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)







Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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