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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

domingo, 5 de junho de 2011



a vida


marca, marca muito, marcou-me, segue marcando, duro, a ferro duro, a fogo vivo, e eu, sigo, sem forças, com as poucas que ainda me restam ...


e pergunto-me, dia a dia, hora a hora, segundo a segundo, porque ela me aprisionou aqui, sem lugar a fuga, fazendo-me passar por tudo que passei, por fora, por dentro, de mim ...


dentro dói, dói muito, não sei já viver sem a dor, e vai me matando, como mata "!!


por instantes, vagos instantes, agarrada a uma esperança, uma ténue esperança que me faz estremeçer por dentro, segundos, apenas segundos, e antevejo-me nesses instantes,  pouco milésimos instantes, como uma pessoa que alcançou a paz, harmonia, entendimento, felicidade, a sabedoria disto tudo que me fazem passar desde que nasci, desde que me lembro ser gente!!


não pedi para estar aqui, quem me trouxe?? quem ?? porquê?? se Deus, para quê?? para passar por provas e evoluir?? se assim é, mais me mata saber que não consegui, não estou conseguindo, nada, mesmo nada!!


e sigo, aqui, sentindo-me aprisionada, afogada, sem quase conseguir respirar a vida, abandonando-me ao segundo, sem saber quem já sou, o que sou, o que fiz de mim. ...


mais dói e mata dentro não ter com quem compartilhar, ninguém, o que sinto, o que me queima e me consome, ninguém me entende, ninguém me quer, ninguém tenta vasculhar a minha escuridão, porque sou assim, porque ajo assim, porque não vivo... em vida....


e que faço, de onde retiro as forças para seguir prosseguir o caminho que me resta, e foi imposto, sem pedir, sequer existir??


só me resta ir arrastando-me, como posso, dia a dia, muitas vezes sentindo que é o último momento, mas não é....


fugir, para longe, bem longe, é impossível, a dor acompanha-me sempre, sempre em mim, doendo-me na alma, no ar que respiro!!


e fico assim, só, sempre só, e entrego-me a ela, à vida madastra, para que faça o que quiser de mim, e me vá levando, transportando na sua corrente, e que me leve para onde ela quiser, que faça de mim o que quiser, pois já não tenho forças para lutar, contra ela ....













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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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