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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

terça-feira, 27 de abril de 2010

PARA TI

PARA A MULHER QUE ME DEU A HONRA DE SER SUA FILHA NESTA VIDA




... sinto, lágrimas rolando, quentes, humidas, a cair,



transportando pensamentos que querem fugir da mente que recorda, transborda de saudades de ti, tu,



luz frágil, temerosa, triste sem fim, pesarosa, mártir da vida que te abandonou e te fez desistir, desistir sem força mais para lutar, para sorrir, para cantar e seguir nesse caminho da vida,



sorrias, apenas, não rias, não havia alegria em ti, sentia-te criança, procurando refugio, carinho, amor, que nunca te deram, fingiram, negaram deliberadamente, e te minaram a alma, que por si só desistiu, e não te avisou, apanhou-te de surpresa, a todos, a mim,



e cada dia te via partir, mais e mais, a tua luz apagando-se, aos poucos, fazendo-me sentir a dor da minha impotência, e chorava baixinho para não ouvires,



por ti, sofria, sofro, não sei de ti, para onde fostes quando a luz se apagou e os anjos te elevaram, e morri,



contigo, parte de mim, e sonho desde então voar, voar alto para te encontrar e te apertar e dizer tudo aquilo que não te disse, tudo aquilo que queria ouvir, e sentir,tudo aquilo que só, apenas, contigo sentia,



sem ti, continuo, assim, perdida na vida, buscando desesperadamente a chave para abrir a porta que se fechou, nos separou, e procurando um sinal de ti, qualquer sinal que me diga que não te perdi para sempre ... e, e na busca, vou sentindo lágrimas rolando, quentes, humidas a cair ....

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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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