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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas


tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Lágrimas




lágrimas minhas
como as sinto
de cor pérola
as travo dentro


não lhes dou vida
não lhes dou alento
não as deixo sair
não as deixo ao vento

sinto-as dentro
secando-se
e elas mesmas gritam
lutam, querem sair
querem viver, e ver fora

querem reluzir
demonstrar a sua força
mostrar ao mundo o que me dói 
 aquilo que fui outrora

e minha luta diária contra elas
porque não as quero sentir rolar na cara
não  as quero mostrar ao mundo
não  quero mostrar nada

apenas as quero sentir em mim
senti-las na minha alma
e assim as guardar dentro

porque sei
que morro, lento 
que não vivo mais

e tê-las só para mim
na alma
é o meu único contentamento

Analuz


 


Divagando





Não temo os mortos
apenas temo os Vivos

Analuz

Ventos




Já não sei o que sinto, dentro
apenas sei que me está matando, 
segundo a segundo
desgarrando minha alma
porque em sangue a sinto, 
já nem tenho alento ...


a vida, ela própria, já nada me trás
de vontade, só tormento
e não vivo, sei,
apenas sinto, 
e sinto falta, como sinto
de tudo aquilo que minha alma ansiou, toda a vida, minha
e que podia matar este desalento

de ir contra ela mesma
a vida, como que em guerra
de não sentir sua brisa, mais em mim
de não sentir prazer ou sequer alegria
em cada segundo ou momento

e contra mim mesma, luto
por querer terminar, pôr fim, a esta sentença
que me foi decretada, não neste mundo
noutro, foi, eu sei, feita

porque afinal
tudo me foi retirado,
tudo me foi roubado,
tudo me foi negado
e foi-me sentenciado, 

e pago, eu sei
sómente, pago, por não ter sido
por não ter sido nunca, aqui onde estou
perdida
alguma vez
só e eu mesma ...

Analuz




sábado, 4 de fevereiro de 2012

Eu



sabes

meu sentir, já não é sentir
já não vivo
já não sinto a Vida, em mim

apenas

vivo
sobrevivo
....

Analuz

A Vida ... dói !!


Tu, apenas




Baby
eu sei, sei
como sei ...
que , apenas vivo por Ti

para te sentir
te ver,
te ter, junto, apenas, por segundos
como me basta ...

 baby, eu sei, 
como sei ...
se tu não fosses
não existisses

que era eu

um rosnar, apenas,
de um animal, ferido, a desalmar ...

baby, por amor
toda a minha vida
segue por Ti
porque te tenho

e sei
que o Destino nos uniu
que minha vida 
amanheceu
e a luz do Universo
se mostrou

apenas ...
quando te vi
por primeira vez
sorrir
para mim

o amor extremo
teu
que retorna e retorna
apenas num olhar

baby 
por amor
a minha vida segue
porque te tenho
e teu amar

e minha vida, estremece
me faz querer, mais uma vez
quando já me encontrando
perdida
seguir, apenas seguir
a contra-feito
e a dor
apenas

para te ver
e te sentir
e te Amar
porque és a minha VIDA
e o único que me prende

Aqui ...

Analuz

Viver, apenas ...





Viver

sem ter

sem provar o cálice da provação

sem ter sentido percorrer, meu corpo

o arrepio da paixão no meu ser

viver

e morrer, sem viver e amar, na plenitude

e ficar gravada em mim, na alma

a falta que sinto de um amar

de um querer, extremo, 

que, aqui, sei, que estou ora,

não posso viver

porque não existe

neste mundo, 

um amor assim ...

eu sei!!


Analuz

Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)







Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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