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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ventos




Já não sei o que sinto, dentro
apenas sei que me está matando, 
segundo a segundo
desgarrando minha alma
porque em sangue a sinto, 
já nem tenho alento ...


a vida, ela própria, já nada me trás
de vontade, só tormento
e não vivo, sei,
apenas sinto, 
e sinto falta, como sinto
de tudo aquilo que minha alma ansiou, toda a vida, minha
e que podia matar este desalento

de ir contra ela mesma
a vida, como que em guerra
de não sentir sua brisa, mais em mim
de não sentir prazer ou sequer alegria
em cada segundo ou momento

e contra mim mesma, luto
por querer terminar, pôr fim, a esta sentença
que me foi decretada, não neste mundo
noutro, foi, eu sei, feita

porque afinal
tudo me foi retirado,
tudo me foi roubado,
tudo me foi negado
e foi-me sentenciado, 

e pago, eu sei
sómente, pago, por não ter sido
por não ter sido nunca, aqui onde estou
perdida
alguma vez
só e eu mesma ...

Analuz




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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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