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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

domingo, 29 de maio de 2011

Pa ti




Porque apostei em ti, desde que te vi, desde que te senti, mesmo de longe, sem te ter tocado, sentido, ainda!!

e porque deixei quem mais quero, quem faz parte de mim, sempre..., para te seguir...

e, porque apesar das lutas externas e internas que tivemos, temos, sempre, como dois gladiadores, em busca, cada um de ser o mais forte, de mostrar que um vale mais que o outro,

 porque te senti só, te sinto só, mas cheio de rancor, comigo ?? com outros?? com a vida??não sei!!

e num momento de loucura, de ciúme, de ilusão extrema de posse, tua, minha, quase me matas-te,quase me matas-tes, e eu quase cedi, quase, por segundos, abandonei tudo, não queria mais .... nunca... mais ...
queria partir, seguir, não aqui, fugir, desparecer, não mais sentir, o que estava sentindo!!

e porque apesar de seguir contigo, porque te quero, tenho a dor na alma, forte, todos os dias, segundo a segundo, momento a momento, dia a dia, por me teres maltratado assim... sem dó nem piedade, sem escrúpulos, sem sequer te arrependeres, dentro, dentro de ti!!

 aquilo que  tudo passamos, aquilo que perdemos, que eu quiz perder por não ter forças para seguir, para ter, para criar ... só quero que entendas que assim decidi porque nunca ninguém se importou por mim, nunca ninguém me quiz, para o que eu queria, o que sempre quiz...

e não tive forças. medo, sim, medo tive, de começar, retornar, tudo de novo, só, sózinha, mais uma vez, e ancorei-me no passado, nas memórias e não quiz, não quiz repetir e fazer sofrer mais um ser além daquele que já fiz sofrer...

e porque, aqui, aprendi, que a vida não te dá aquilo tudo que anseias, no mais íntimo, mas sim te faz sofrer para aprender, aprendi nesta jornada contigo, aprendi, pois lutar já não tenho forças, escudo-me naquilo que me faz entorpeçer, me faz esqueçer, e me faz indo viver, que, desiludida sigo e seguirei, por não seres, nunca, jamais, aquilo que apostei por ti desde que te vi, 

desde que te senti, mesmo de longe, sem te ter tocado, sentido, ainda!!

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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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