THOUSANDS OF FREE BLOGGER TEMPLATES

Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas


tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Penso







desistir


desistir, das minhas escolhas,


desistir daquilo que até ora vivi e escolhi, para mim


porque a vida que vivo eu a fiz, com elas, 


e já não as sinto, minhas ...


porque o dia tornou-se frio


e já nada me aquece


porque não me compreendem e lutam contra mim


fazendo-me apenas querer desistir 


delas mesmas ...


e porque fazem os meus dias ficarem escuros


além da escuridão que sinto dentro, sempre ...


porque, tendo procurado, toda uma vida


apenas encontro muros para saltar e já não tenho forças


e não encontrei ninguém que me mantivesse quente


no seu abraçar, no carinho que tanto preciso


e porque as chances já não as almejo


de ninguém que me rodeia


que me abrace apertado e me faça querer seguir


penso em desistir,


desistir das minhas escolhas, 


de  fazê-las valer, elas mesmas


porque já nada sinto dentro


porque já não sei se lhes pertenço    


desistir


será a única escolha que me resta ...

para serenar este frio que sinto dentro


Analuz

sonhando em vida




vivo em sonhos

e ninguém o sabe, ninguém sabe disso!

vivo de sonhos, desde  o meu acordar, passo a passo, no dia a dia

até que me entrego à noite e adormeço, sonhando

e nesses sonhos consigo ser eu

como realmente sou, e ninguém me conhece ...

e como vivo, dentro deles,

num voar no céu estrelado sózinha

rodopio e rodopio, e elevo-me no ar

sentindo-me luz, sentindo-me fada, 

sentindo-me livre

e sinto-me ser, apenas ser...

sem limites, sem obrigações, sem ter que colocar uma máscara que me retira de mim

e que mostra apenas um ser igual a todos

quando o não sou, não sinto assim, não sinto como eles

porque vivo em sonhos

em cada respirar, em cada pulsar, dentro

e  por isso não me compreendem e contra mim lutam

por não ser igual a eles

por eu viver sonhando, e eles, apenas

viverem sem sonhos ...

domingo, 3 de julho de 2011

Vicío




heiii


quem és

quem és tu


que me enovoa, me retira o sentir, me tira de mim


heiii

quem és ...


quem és tu


que me faz rodar, rodar e rodar

como se fosse a primeira vez


e me reitra da dor que tenho dentro

como uma guitarra que toca

lentamente, mas com força. muita força


heiii


quem és tu, que forças tens dentro de ti

e porque me aprisionastes dentro

e não te consigo, abandonar ...


e não sei o que dizer, o que fazer

para que me abandones ...


e sinto, 

como me envolves, como me transportas para outros mundos


que não este, que me faz doer, morrer


heiiii


quem és tu


que me vai matando, sinto, dentro, dia a dia


que me vai sugando as forças de que preciso para seguir


mais um pouco, mais um dia, nesta vida


heiiii


quem és tu

diz-me, se deus te criou, na minha vida



e me faz enfrentar-te dia a dia, segundo a segundo que anseio por ti

diz-me, te suplico, diz-me


como consigo deixar-te, abandonarte, rejeitar-te


se me fazes viver nesses instantes que estou contigo

no saboreio, já sem saborear ...

que estou ainda viva ... 

mais um dia

Era




era

já não sou

era... eu sei

o que não sou mais, 

era ...

sonhadora,  brincalhona, alegria, e sentia-me  viva, como sentia ...

cada manhã sentia a esperança em mim!!  como sentia

e cada dia que amanhecia me fazia sentir sua dona,

aproveintando-o até ao fim, saboreando-o e dando-o a saborear 

era, 

quem não sou mais

como sei, não sou mais ...

a própria vida me foi retirando, bocadinho a bocadinho ...

e, agora, por muito que tente, já percebi,

não voltarei a ser assim....

era

luz, voava, 

e no voar, sentia dentro de mim a beleza da vida, num sorriso, nun tocar

e num mesmo chorar, sentia-me viva

estremecendo de alegria, por me sentir assim!!

e por poder sentir isso tudo, na alma

era tudo isso, e perdi,

perdi-me a mim mesma

e agora se sonho, dóí-me

e já não sei brincar, nem sorrir,,

e o voar, perdi as asas que me elevavam

era... e já não sou

e sinto que morro,

e como queria ...

como queria, viver, sem sonhos,

como queria, viver sem amor,

como queria viver sem esperanças,

como queria, 

mas não posso,

estou me afogando

e sinto que morro... que cada instante morro, mais um bocadinho,

por não sentir, já... isso tudo em mim!

porque, já não sou, apenas já  não sou

era ....


Analuz

sábado, 2 de julho de 2011

Teu mundo




teu mundo não é o  meu, eu sei

teu mundo não é o meu, não me pertence, nunca o senti assim

teu mundo, tão longe do meu

tão apartado de tudo aquilo que sou, realmente,

tuas escolhas, tuas atitudes, teus aspirares

teus sons, tuas vivências, dia a dia ...

tão longe se encontram dos meus, das minhas

teus pertences, que sempre fizestes valer como teus, sentindo medo que eu te os retirasse

sem saberes no fundo, da alma, que nada disso me diz, que nada disse me preenche

o físico, o material, que nada é comparado com o que sou,

com o que sinto, dentro de mim

não me entendes, nos meus sonhos

que para ti são irreais, desvaneios

quando são, aquilo que sou, sempre fui, sempre

e não entendes que só eles me fazem sentir viva, neste  mundo cruel

crueldade que me faz sentir 

tão longe da tua realidade

e tão perto da minha

mesmo assim, faço parte do teu mundo, porque te quero tanto

dentro de mim ...

na minha alma








sexta-feira, 1 de julho de 2011

TU




tu

tu, que abarquei, proteji, te deu a mão, sempre...

tu

quando a dor que sentias dentro, dilacerava, e te sentias abandonado pelo mundo

que quando te vistes, sentistes sem chão, perdido, me procurastes, dentro de muitas pessoas

me escolhestes

tu

que foi tratado como um filho, meu, sem o ser

que te deu tudo para sobreviveres neste mundo

que te protejeu de todos, e te defendeu, contra todos ... mesmo sem o reconheceres,

tu

que sempre se sentiu perdido, na vida

mesmo mostrando-se, valente forte, sem o ser, nunca

e porque te senti, criança desprotegida, sem rumo

e porque sempre te compreendi, pois contigo passei tudo,

tudo aquilo que te dói, dentro, tudo que te matou, te aniquilou

e porque, de pequeninos, era-mos os mais próximos, parecidos

e porque, só os dois saímos a ela, nossa rainha

no físico e na alma

e por isso tudo, e em homenagem a ela

que te amava mais que tudo, entre todos,

eras seu menino, sua preocupação constante,

prometi, a mim mesma,

continuar, seguir, substituir a ela, como mãe

protejendo-te, sempre,  como se meu filho fosses ...

PA TI




cantar, sei que cantas ...

o som que sai da tua alma, de dentro, do fundo do teu ser,

cantar, sei que cantas, com alma e sentindo o teu corpo estremecer de prazer, num frenesim, dentro

quando cantas ...

e na voz, queres no canto alcançar tudo e todos

queres revelar ao mundo o que existe dentro, de ti ...

e os sons, que saiem de dentro, elevam-se ao céu

e ao mais alto, o que cantas

e assim,

entregas-te a ti mesmo, a ti,

porque no cantar, eu sei ..

extravassas sentimentos, dores, alegrias, angústias, esperanças, amores

que existem, sempre existiram como verdades, dentro

e no cantar, gritas ao mundo o teu canto

conseguindo libertar-te nesses momentos

da prisão que sentes dentro

da dor que sentes dentro

de viver neste mundo .... e assim

aprisionado,

e cantando

te libertas, eu sei,

te libertas,

e  alcanças aquilo que

não consegues alcançar

a não ser

cantando ....










Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)







Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

Mensagens populares