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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

domingo, 3 de julho de 2011

Era




era

já não sou

era... eu sei

o que não sou mais, 

era ...

sonhadora,  brincalhona, alegria, e sentia-me  viva, como sentia ...

cada manhã sentia a esperança em mim!!  como sentia

e cada dia que amanhecia me fazia sentir sua dona,

aproveintando-o até ao fim, saboreando-o e dando-o a saborear 

era, 

quem não sou mais

como sei, não sou mais ...

a própria vida me foi retirando, bocadinho a bocadinho ...

e, agora, por muito que tente, já percebi,

não voltarei a ser assim....

era

luz, voava, 

e no voar, sentia dentro de mim a beleza da vida, num sorriso, nun tocar

e num mesmo chorar, sentia-me viva

estremecendo de alegria, por me sentir assim!!

e por poder sentir isso tudo, na alma

era tudo isso, e perdi,

perdi-me a mim mesma

e agora se sonho, dóí-me

e já não sei brincar, nem sorrir,,

e o voar, perdi as asas que me elevavam

era... e já não sou

e sinto que morro,

e como queria ...

como queria, viver, sem sonhos,

como queria, viver sem amor,

como queria viver sem esperanças,

como queria, 

mas não posso,

estou me afogando

e sinto que morro... que cada instante morro, mais um bocadinho,

por não sentir, já... isso tudo em mim!

porque, já não sou, apenas já  não sou

era ....


Analuz

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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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