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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Penso







desistir


desistir, das minhas escolhas,


desistir daquilo que até ora vivi e escolhi, para mim


porque a vida que vivo eu a fiz, com elas, 


e já não as sinto, minhas ...


porque o dia tornou-se frio


e já nada me aquece


porque não me compreendem e lutam contra mim


fazendo-me apenas querer desistir 


delas mesmas ...


e porque fazem os meus dias ficarem escuros


além da escuridão que sinto dentro, sempre ...


porque, tendo procurado, toda uma vida


apenas encontro muros para saltar e já não tenho forças


e não encontrei ninguém que me mantivesse quente


no seu abraçar, no carinho que tanto preciso


e porque as chances já não as almejo


de ninguém que me rodeia


que me abrace apertado e me faça querer seguir


penso em desistir,


desistir das minhas escolhas, 


de  fazê-las valer, elas mesmas


porque já nada sinto dentro


porque já não sei se lhes pertenço    


desistir


será a única escolha que me resta ...

para serenar este frio que sinto dentro


Analuz

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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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