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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

revolta



revoltada, e com dor, dentro, choro, 


e em cada lágrima, sinto-me,


revoltada comigo mesma, desde sempre, desde que me conheço, de pequenina,


revoltada, por sentir assim, como me sinto

sempre desiludida com o que se me apresenta


com o que vejo neste mundo que até ora vivi, 

e penso, deliro 


talvez acertando


que aqui estou porque quiz


porque decidi algures, num outro tempo que reconheço


mas não conheço, aqui, onde me encontro


e procuro no silêncio


algo que me diga, que faço aqui, porque vim


se não me lembro,


da força que senti para aqui abarcar


para desejar isto tudo, que até ora vivi


e peço a alguém a algo que não conheço, e chamo Deus


que me levante, me leve


deste mundo, porque aqui não sou


não consegui ficar em pé nas montanhas 


e navegar nos mares revoltados da vida 

e que não me deixa ser eu, apenas ...

a pequenina luz que buscou fora


e agora dentro,

e sentir minha alma abatida, 


e meu coração cansado 


e as preocupações surgem 


e me retiram de mim, 


de tudo aquilo que possa um dia ser, ter sido, e não consegui, 


aqui, onde me encontro,


e me falta as forças


para almejar o que um dia, em seu tempo


decidi ... alcançar, quando aqui vim ...

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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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