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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

domingo, 31 de julho de 2011

Na busca me perdi




perdi-me


algures no caminho, perdi-me


e sei,  foi muito tempo atrás, bem atrás,


quando, por algum tempo, me senti ser, eu, mesma eu


e voava, me sentia mulher, como uma flor, a desabrochar cada segundo que passava


e ora, eu sei


perdi-me, porque quiz, perder-me ...


para perdida, me encontrar, outra vez, mas renovada


só que no caminho de me perder, perdi-me


e não contava com isso, pois pensava que perdendo-me  deliberadamente


me encontraria quando quisesse ....


e, ora perdida, busco o caminho, a senda que trilhei tempos atrás


e não a encontro


perdida me sinto, e busco, segundo a segundo


a saída que que  me retire da perdição que busquei, que quiz


deliberadamente


e as coisas que não sabia de mim,


vim a sabê-las no caminho onde me perdi

e que gostei, e não gostei, principalmente não gostei ...


e não sei se consigo suportar mais um dia


na busca do caminho que antes percorri, que me fazia ser eu, mulher

e sigo, sempre, na busca dessa trilha, que já trilhei


e que me  leve  encontrar-me  a mim mesma

para ser, voltar a ser, 


quem realmente sou...

e tenho medo, deveras tenho medo


de não me voltar a reecontrar


e voltar a ser eu ...




ANALUZ





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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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